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Sociedade civil e Plano BR-163 Sustentável: um breve histórico

Atualizado em 07 de novembro de 2008

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SOCIEDADE CIVIL E PLANO BR-163 SUSTENTÁVEL: UM BREVE HISTÓRICO

Construída em 1973 entre os rios Tapajós e Iriri-Xingu, a rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), a exemplo de outras rodovias federais da época na região amazônica, ocorreu num contexto de fortes interesses geopolíticos do Governo Federal, relacionados à integração nacional e à expansão das atividades econômicas. Na ausência de qualquer esforço consistente de planejamento, a abertura desta rodovia resultou na instalação de frentes de colonização e de ocupação econômica, associadas a migrações desordenadas, desflorestamento e exploração predatória dos recursos naturais, além de conflitos sociais com significativas perdas de vidas humanas, a exemplo do caso trágico do povo indígena Panará, que habita a região desde tempos imemoriais, e os assassinatos de importantes lideranças sociais, como Ademir Federicci "Dema" (agosto de 2001) e Bartolomeu Moraes da Silva "Brasília" (junho de 2002).

No ano de 2003, um conjunto de organizações da sociedade civil, representando trabalhadores rurais, ribeirinhos, extrativistas, comunidades indígenas, ambientalistas e entidades de defesa dos direitos humanos, iniciou um processo de mobilização, sensibilização e diálogo sobre oportunidades e riscos associados à pavimentação da rodovia BR-163 entre Cuiabá (MT) e Santarém (PA), obra de infra-estrutura prevista no Plano Plurianual do Governo Federal. Esta mobilização inter-regional possibilitou a realização de quatro seminários regionais em 2003 (Sinop-MT, Santarém-PA, Itaituba-PA e Altamira-PA) que reuniram mais de mil lideranças. Nesses encontros, as organizações e seus representantes demonstraram elevada capacidade para realizar diagnósticos com profundo conhecimento dos problemas locais, e de formular e priorizar propostas de ação com visões abrangentes e específicas para atendimento das políticas públicas.

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