Estudos sobre a BR-163 em discussão no Museu Goeldi

14 de abril de 2009
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Diário do Pará - A partir desta terça-feira, dia 14, até a quinta-feira, dia 16, especialistas de instituições de pesquisa da Amazônia se reúnem no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém (PA), para discutir estratégias de modelagem e as dinâmicas sócio-ambientais do entorno da Rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA). Os debates acontecem no I Seminário de Resultados do Projeto Integrado Ministério da Ciência & Tecnologia – Embrapa (Pime), no Auditório Paulo Cavalcante, do Campus de Pesquisa do MPEG, situado à Avenida Perimetral, 1901, na Terra Firme.


Pesquisadores do Museu Goeldi, Embrapa Amazônia Oriental, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a colaboração da Universidade Federal do Pará (UFPA), apresentarão os resultados das ações desenvolvidas ao longo do primeiro ano de execução do Pime, de acordo com os principais eixos temáticos do projeto, que são “Dinâmicas Sociais”, “Mudanças Ambientais”, “Produção Florestal” e “Capacitação”.


Ana Luiza Albernaz, especialista da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/ MPEG), e coordenadora do Pime, fará a abertura do evento a partir das 9h desta terça-feira, dia 14, juntamente com Ima Vieira e Nilson Gabas, diretora e coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação do MPEG, respectivamente. Maria Luiza Braz Alves, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), também integra a mesa de abertura do seminário.


A manhã do dia 14 foi reservada para a apresentação dos trabalhos que analisam as dinâmicas sociais da Rodovia BR-163. Pesquisadores do Inpe e do Goeldi apresentam os resultados de estudos voltados para as cadeias produtivas e uso da terra na BR-163.


Os trabalhos referentes às mudanças ambientais, produção florestal e capacitação terão seus resultados expostos ao longo da tarde da terça-feira, 14, e na quarta-feira, dia 15. O último dia do evento, a quinta-feira, 16, foi reservado ao Planejamento Logístico para 2009. O I Seminário de Resultados do Projeto Integrado Ministério da Ciência & Tecnologia – Embrapa (Pime) é uma realização do Museu Paraense Emílio Goeldi sob a coordenação da pesquisadora Ana Luiza Albernaz.

PIME

O Projeto Integrado Ministério da Ciência e Tecnologia e Embrapa (Pime), coordenado pelo Museu Goeldi, constitui-se numa ação para integrar as competências científicas de diferentes projetos de pesquisa cujo foco é a Amazônia, como o Programa de Grande Escala da Biosfera – Atmosfera na Amazônia (LBA), Pesquisas de Desenvolvimento de Métodos, Modelos e Geoinformação para Gestão Ambiental (Geoma), Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO) e os projetos Dendrogene e de desenvolvimento de tecnologias regionais pela Embrapa.


Em face da diversidade de temáticas e disciplinas que caracterizam as pesquisas envolvidas, o Pime optou por concentrar esforços nas dinâmicas sócio-ambientais da Rodovia BR-163, que liga a cidade de Cuiabá, no Mato Grosso (MT), ao município paraense de Santarém. “È um projeto que visa à geração de políticas públicas, bem como o treinamento e a capacitação de pessoal especializado em problemas ambientais e difusão de tecnologias e práticas de produção mais sustentáveis para a região”, afirma Ana Luiza Albernaz, coordenadora da iniciativa.

LANÇAMENTO

A programação do I Seminário de Resultados do Projeto Integrado Ministério da Ciência & Tecnologia – Embrapa (Pime) conta, ainda, com o lançamento do livro “Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu”, uma publicação do Museu Goeldi e da Petrobras que reúne os resultados das pesquisas desenvolvidas pelo projeto “Dinâmica de Clareiras sob Impacto da Exploração Petroleira” na região do Rio Urucu, no município de Coari, a 600km de Manaus (AM), onde a Petrobras mantém a Base Operacional Biólogo Pedro de Moura (BOGPM) ou Base Petrolífera de Urucu para prospecção e transporte de petróleo e gás natural. A obra será lançada às 17h30 desta terça-feira, dia 14.


Coordenado pela herpetóloga Ana Prudente, do Museu Emílio Goeldi, o projeto integra a Rede CTPetro Amazônia, que visa a intensificar a troca de informações entre as várias instituições de pesquisa e ensino superior que a integra no intuito de minimizar impactos e recuperar áreas da floresta utilizadas pelas atividades de prospecção e transporte daqueles recursos. A Rede CTPetro Amazônia é coordenado pelo pesquisador Luiz Antonio de Oliveira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). 

(Agência Museu Goeldi)

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